9 de setembro de 2019

Foi Sem Quer Que Te Quis de Raul Minh’Alma



Boas, este mês trago-vos uma estreia em vários sentidos: é o primeiro autor português que vou comentar, é o primeiro romance não tórrido e, para além disto, uma história de verdadeiro amor, que não nos ensina apenas a amar, mas a respeitar e a aceitarmos a nossa própria mudança. Um livro que nos faz pensar mais profundamente nas coisas e que nos traz uma moral, não apenas da história, mas principalmente da vida real.
Foi um livro que me tocou muito. Principalmente porque não estava à espera do desfecho que teve. Acho apenas genial e queria desde já dar os meus parabéns ao autor (talvez um dia ele venha a ler esta critica).
Não vou desenvolver muito o meu resumo, vou apenas publicitar a sinopse. Acho que é um livro que merece mesmo a pena ler.
Uma das personagens principal chama-se Beatriz e ela é terapeuta ocupacional num lar de terceira idade. De entre muitos velhotes (não se sintam ofendidos com a terminologia, pois é a que uso com todos aqueles que me são queridos e que a juventude apenas os acompanha no espírito e no coração) com os quais ela trabalha, há um que se destaca: Nicolau. Ele não é apenas utente de Beatriz, é também seu conselheiro, amigo e um bom ouvinte. Um dia ele vê-se quase forçado a sair do lar e voltar para casa da filha e do neto. Antes de isso acontecer, Nicolau decide negociar com o neto, Leonardo. Ele afirma que volta para casa se Beatriz continuar a ser sua terapeuta.
Até aqui tudo parece bastante banal, falta dizer, em linguagem muito curta e grossa, que Leonardo é uma besta. Um jovem que é rotulado por toda a gente como arrogante, malcriado e sem coração. Mas Nicolau discorda e tem um plano. Mais tarde acaba por explicar a Beatriz que tem uma proposta para ela.
Ela anseia por uma coisa: a receita para ser feliz no amor. A única pessoa que ela conhece e que poderá algum dia dar-lha é Nicolau. Então o negócio fica em cima da mesa: Beatriz vai ter de ajudar Leonardo a libertar-se da muralha que construiu à sua volta que o impede de ser feliz, deixando de lado a sua posição fria e negativa e em contrapartida Nicolau presenteia-a com a dita receita.
Mais do que isto? Não, não vos vou adiantar. Aquilo que vos digo é que a partir daqui estão por vossa conta, mas que coisas inesperadas e muito bonitas vão acontecer, ai isso vão!

Boas Leituras

6 de agosto de 2019

Desejada de P. C. Cast



Lina, a personagem principal, é uma comum mortal, dona de uma padaria com especialidades italianas. Ela está a ter problemas com o fisco graças ao contabilista que contratou. Este conseguiu levar o seu negócio à bancarrota, deixando Lina com poucas opções: vender a “Pani da Deusa”, despedir os seus funcionários ou declarar falência. Lina não se contenta com nenhuma das decisões e decide procurar uma forma de obter mais dinheiro.
Entre livros, esta encontra uma receita muito antiga de uma pizza tradicional italiana que se enquadra na perfeição. Mas, para além de ser uma receita é também um sortilégio à Deusa Deméter, a Deusa das Colheitas.
Ao desenvolver esta receita, Lina concretiza também o sortilégio na perfeição, convocando assim a Deusa Deméter.
Deméter propõe-lhe um contrato que consiste em trocar a alma de Lina pela alma de Perséfone (Deusa da Primavera e sua filha) e vice-versa. Ou seja, a alma de Perséfone iria habitar o corpo de Lina e iria para o mundo dos mortais para revitalizar a padaria e triplicar os seus lucros. Em troca Lina iria habitar o corpo da Deusa Perséfone e iria viajar até ao mundo subterrâneo, onde iria conhecer o Deus Hades, o Deus dos Mortos. A sua missão é permanecer lá durante os seis meses que Perséfone necessita para ressuscitar a padaria. Enquanto isso deveria ver e ser vista pelos mortos como que a dar-lhes ânimo para a sua jornada no mundo subterrâneo.
Só que algo acontece, Lina apaixona-se por Hades e Hades apaixona-se por Lina. Ou será que se apaixonou por Perséfone?
O Deus apregoa que não são os corpos que reconhecem o amor, mas sim as almas. Será que quando descobrir a troca feita por Deméter vai continuar a amar a alma de Lina, ou será que a vai desprezar por o seu corpo não ser tão jovem e aliciante como o da jovem Perséfone?

Um romance que envolve figuras da mitologia grega e que nos dá uma perspetiva única do mundo subterrâneo (ao qual os mortais, como eu e vocês, chamamos Inferno).

Deixem as vossas opiniões.

Beijos

15 de julho de 2019

Pura Coincidência de Renée Knight


“Qualquer semelhança com pessoas vivas ou mortas…”
Catherine tem um segredo, um segredo que guardou durante vinte anos. Nunca o contou a ninguém, nem mesmo ao marido ou ao filho. Não havia ninguém vivo que soubesse o que se tinha passado naquelas férias de verão. Até que um dia o seu maior pesadelo lhe bateu à porta.
Vem disfarçado, como se não causasse impacto nenhum, suscitando até alguma curiosidade, mas quando se apercebeu do que se tratava até o anoitecer a fazia enlouquecer. Começaram as noites mal dormidas e também as mentiras consecutivas ao marido.

Por que motivo?
Algo a atormenta. Alguém a transformou na personagem principal de uma história que afirmam ser  a sua.

Mas… Será que é?
Um livro intrigante, cheio de suspense e que nos leva a criar empatia ou repulsa pelas personagens. Será que o que sentimos por elas se mantém intacto desde o início até ao final da obra?
Só há uma forma de o descobrir.
Envolvam-se nesta história cativante e encontrem os segredos mais negros e bem guardados destas personagens.
Por fim, e para descontraírem, deixo-vos algumas informações sobre a autora. O seu nome é Renée Knight e vive em Londres com o marido e com os seus dois filhos. Antes de iniciar o seu trabalho como escritora, Renée foi realizadora de documentários para a BBC. “Pura Coincidência” é o seu primeiro livro, com o título original “Disclaimer”, este foi publicado em mais de vinte e cinco países.

Mais alguém que tenha lido este livro?
Surpreendam-me com as vossas opiniões!!

Beijos

23 de junho de 2019

A Rapariga do Calendário I de Audrey Carlan


Hoje trago-vos o primeiro livro da série “A Rapariga do Calendário” de Audrey Carlan.
Começando por vos apresentar a autora, Audrey vive em California Valley com a família. Ela é bastante conhecida por ter escrito esta série e ainda a série “Trinity”.
A sua escrita anda à volta do romance tórrido e, este que vos trago hoje, é um excelente exemplo que nos dá a volta a nós, leitores.
Esta série conta-nos a história de Mia Saunders. Uma jovem adulta que cresceu com a irmã mais nova, de quem sempre tomou conta e com o pai, viciado em álcool, jogo e apostas. A mãe abandonou-as quando eram pequenas.
Graças à dívida criada pelo pai a um agiota, a nossa história começa. O pai dá entrada num hospital, em coma, devido a um ajuste de contas do agiota por não receber o seu dinheiro de volta. Em seguida, este ameaça Mia que se não lhe pagar a totalidade do valor (a módica quantia de 1 milhão de dólares) a próxima a sofrer as consequências é a sua irmã Maddy.
Qual é a solução de Mia?
Esta resolve entrar em contacto com a tia Millie, dona de uma empresa de acompanhantes de luxo, e pedir-lhe emprego como acompanhante. A tia dá-lhe como trabalho acompanhar um homem rico por mês com o qual ela só vai para a cama se assim o entender.
Em janeiro Mia conhece Weston Charles Channing III, um produtor de cinema, em fevereiro Alec Dubois, um artista que pinta quadros fenomenais e em março Anthony Fasano, o dono de uma cadeia de restaurantes.
E assim começa a jornada de um ano, a qual está cheia de erotismo, amor e amizade. A cada mês concluído Mia ganha mais do que a quantia prometida pela tia, ganha também novas lições de vida.
Este livro não mostra apenas os problemas que a assombram, mostra também o quão forte é a personagem principal ao conseguir ultrapassá-los a todos.
Concluindo, é uma história envolvente, cheia de emoções (quentes, e não só) e de leitura compulsiva. Se procuram uma leitura agradavelmente quente esta é uma excelente escolha.
Deixem a vossa opinião.

Beijos

5 de maio de 2019

O Hipnotista de Lars Kepler


Este é um livro fenomenal. Editado pela primeira vez em Portugal em maio de 2010 e que eu tive oportunidade de ler há, sensivelmente, dois meses.
Sobre os autores, e sim autores, porque são dois, ao contrário do que sugere o nome. Eles são marido e mulher e chamam-se: Alexander Ahndoril e Alexandra Coelho Ahndoril. Ambos são suecos, embora a autora tenha ascendência portuguesa (por parte da mãe). Ambos têm bastante influência no mundo da escrita.
O casal criou o pseudónimo por vários motivos, entre eles, queriam criar uma obra diferente que fosse lida e avaliada sem a influência dos seus nomes e como cada um tem a sua forma de escrever, decidiram criar uma nova forma, um novo tom (como os próprios afirmaram) correspondente a Lars Kepler. Este pseudónimo foi criado com base numa homenagem ao escritor Stieg Larsson e numa referência ao cientista Johannes Kepler.
Juntos conseguiram desenvolver um thriller que, a meu ver, é genial. Cheio de ação, intriga, suspense e, acima de tudo, é muito viciante. Não há um momento enfadonho nesta obra. É de ler e chorar por mais.
Há muita coisa que eu gostaria de partilhar convosco sobre o enredo desta história, mas não quero (de todo) estragar os bons momentos que esta leitura vos pode proporcionar.
Este livro é, não só, o primeiro desta dupla, como também, o primeiro da saga Joona Linna.
A história começa com a quebra de uma promessa feita há dez anos atrás e isto vai trazer consequências, falta saber a quem.
Josef Ek, uma das personagens principais, é encontrado à beira da morte, em casa, juntamente com a sua mãe e irmã mais nova, que por sua vez estão mortas. Também o seu pai foi encontrado morto poucas horas antes num local diferente. Sendo Josef o único sobrevivente, Joona Linna, comissário da polícia judiciária, acredita que ele viu o assassino e que poderá identificá-lo. Tendo em conta que Josef está brutalmente debilitado e traumatizado, um interrogatório normal está fora de questão. Terão de seguir um método bastante alternativo: a hipnose. Para isso, chamam Erik Maria Bark, um médico especialista na área.
Nesta sessão de hipnose descobrem, não só, que Josef sabe quem é o assassino, como lhes revela o seu nome. Josef afirma ser ele próprio o autor dos homicídios. Resta-nos apenas uma pergunta: Será esta afirmação verdade ou é apenas a mente traumatizada de Josef a substituir a entidade do assassino pela sua própria entidade?
Para além da trama principal, temos uma secundária que envolve a vida pessoal do hipnotista, onde se destaca o desaparecimento do seu filho Benjamin. Quem terá sido? Josef? Será alguém do presente ou alguém vindo do seu passado?
A única forma de saberem o desfecho desta empolgante história é começarem a ler.

Deixem aqui a vossa opinião.

Beijos