31 de dezembro de 2019

Encontramo-nos na Próxima Década


Boas Pessoal!
Para quem é mais distraído e ainda não se apercebeu este é, não só o último dia do ano de 2019, como também o último dia desta década. E como tal, eu pensei em fazer um post brutal, mas o que se arranjou foi um espetacular resumo do meu ano em livros.
Esta foto que está aqui foi tirada hoje e mostra muita coisa, nomeadamente: os livros que eu li, os livros que publiquei aqui neste blog para vocês e ainda, como está na moda, os livros que eu comprei. Tudo este ano!
As únicas coisas que esta foto não mostra são: os restantes ebook que comprei, alguns dos livros que me emprestaram e que eu já devolvi aos donos e um dos poucos livros que vendi (e que já me arrependi =’< ).
Não vos vou maçar com uma lista quase interminável a enumerar quais são os livros que se aplicam a cada categoria, mas vou dizer quantos se enquadram na categoria de lidos e na de comprados. Portanto, lidos foram 14 e comprados foram 18.
Os livros que não estão na fotografia são:
- O Pássaro de Peito Vermelho, de Jo Nesbo. Que comprei e li em ebook;
- Segredos Obscuros, de Hans Rosenfeldt, Michael Hjorth. Que comprei e ainda estou a ler em ebook;
- A Ferver, de Jennifer Blackwood. Que comprei em ebook;
- Foi Sem Querer Que Te Quis, de Raul Minh’Alma. Que me emprestaram, eu li e publiquei aqui;
- Dez Anos Depois, de Liane Moriarty. Que eu comprei, li, publiquei aqui e emprestei;
- O Tatuador de Auschwitz, de Heather Morris. Que me emprestaram e eu li;
- A Rapariga do Calendário I, de Audrey Carlan. Que eu li (não este ano), publiquei aqui e, entretanto, vendi.
Este ano, para além de manter as leituras dos meus autores favoritos, também descobri autores que nunca tinha lido anteriormente e, por isso, fiz um Top 3 de autores que li pela primeira vez este ano e que acho que merecem distinção.
São eles: Raul Minh’Alma, Heather Morris e Alex Michaelides.
Contando assim até parece pouco, mas tendo em consideração o tempo disponível que tenho e todos os projetos que tenho abraçado é um excelente número para mim.
E vocês? Também fizeram um apanhado do vosso ano? Leram algum destes livros ou têm algum para me sugerir para o próximo ano?
Deixem aqui os vossos comentários, as vossas opiniões e sugestões, ou outra coisa de que se lembrem.
Eu deixo-vos os melhores votos para 2020 e em diante. E Muito Obrigada por me acompanharem neste nosso pequeno cantinho.

Beijos


8 de dezembro de 2019

A Paciente Silenciosa de Alex Michaelides


Boas pessoal, hoje trago-vos uma novidade…
Portanto, o que vos posso confidenciar sobre este livro?
É brutal…
Inicialmente, ou seja, quando li a sinopse e antes de comprar o livro, estava um bocado reticente no sentido em que: como é possível escrever um livro quando a personagem principal não fala? Não estava muito inclinada a comprá-lo, mas decidi dar-lhe uma oportunidade pois existiam muitas críticas a seu favor.
Enfim, lá o trouxe para casa e depois de ler os primeiros capítulos achei que a senhora (Alicia) era completamente maluca. Mas depois continuei a ler e cheguei à conclusão que pior do que ela só mesmo o psicoterapeuta que a estava a seguir.
Praticamente todo o livro é contado pela perspetiva deste psicoterapeuta, de nome Theo, que para além de descortinar a vida de Alicia também nos põe a par dos seus próprios demónios.
No hospital onde Alicia está internada nem todos são a favor das terapêuticas ministradas por Theo, que acredita que o que Alicia precisa é de que alguém a “ouça”, compreenda e ajude. Falta saber quais dos funcionários estão corretos quanto a Alicia e se Theo se encontra entre eles.
O final deste livro também é qualquer coisa muito boa… passamos um livro inteiro a querer saber porque motivo Alcia matou o marido, se a terapêutica está ou não a fazer efeito, quem tem razão e quem não tem. UFA! Uma leitura quase compulsiva e depois deparamo-nos com um final que eu considero genial e nada previsível.
Muita adrenalina nos corre nas veias enquanto absorvemos cada palavra escrita neste livro… Para aliviar um pouco falemos do autor:
Alex Michaelides, nasceu no Chipre em 1977. Este estudou literatura inglesa e escrita de argumentos para filmes. Também estudou psicologia e trabalhou numa unidade psiquiátrica. “A Paciente Silenciosa” é o seu primeiro romance e os seus direitos já foram vendidos em 42 países.
Em entrevista, o autor já confirmou a existência de um segundo livro e que, tal como este, tem muita tragédia grega. Eu espero que saia em breve e que seja tão bom ou melhor do que este.
Resumindo e baralhando…. Aconselho vivamente este thriller psicológico, são horas de leituras muito bem passadas e passadas bem a correr. =)
Beijos

27 de outubro de 2019

Dez Anos Depois de Liane Moriarty


Olá maltinha, cá estou eu novamente, desta vez com uma entrada extra para este mês. Era suposto fazê-la assim que terminei a leitura, mas uma coisa leva à outra e tal e acabei por só conseguir fazê-la hoje. Bem, mas como dizem os antigos, “Mais vale tarde que nunca”. =)
Primeiro que tudo e para contextualizar esta surpresa, devo dizer que li este livro numa leitura conjunta com muitas mais pessoas graças ao desafio da “Manta de Histórias”. Foi a minha primeira experiência no que toca a leituras conjuntas e espero bem que a última esteja bem longe do dia de hoje.
Segundo que tudo, vamos falar do livro em questão. Um romance no qual a personagem principal tem um acidente insólito. Alice, a personagem principal, caiu no ginásio numa aula de step e com isso perdeu parte da sua memória. Quando acordou não se lembrava dos últimos dez anos da sua vida.
Uma situação um tanto engraçada de se ler mas, pensando bem, muito perturbadora, tendo em conta que uma coisa tão simples e usual do dia a dia nos pode deixar com este tipo de sequelas.
Já se imaginaram? No meu caso, tinha voltado para a secundária, ainda vivia com os meus pais, trabalhava ao fim de semana e não tinha nenhum dos meus cães. Quão estranho seria o regresso a casa?
No caso de Alice, ela tinha 29 anos em vez de 39. Tinha acabado de comprar uma casa com o marido, estava grávida pela primeira vez e tinha uma relação excelente com a irmã. Muita coisa mudou nestes dez anos e esta mulher também mudou, não só no aspeto físico como na personalidade. Neste momento ela tem três filhos, enfrenta um divórcio horrendo, está numa luta com o ex-marido por causa da custódia dos filhos e a sua relação com a irmã não é a melhor.
Para além disto tudo, ainda existe uma pessoa de quem toda a gente fala, que pelos vistos é muito importante para si. O problema é que ela nem se lembra do nome dessa pessoa quanto mais dos motivos pelos quais ela é importante para si.
Resumindo o final, acabou como eu esperava e posso dizer-vos que “Tudo está bem quando acaba bem”.
Em relação à autora, eu nunca me tinha cruzado com as suas obras, embora sejam bastante conhecidas e, se não fosse esta leitura conjunta, eu nunca o teria lido. Por isso, o meu muito obrigada à “Manta de Histórias” por me ter proporcionado esta boa leitura e por me ajudarem a alargar os meus horizontes, tendo em conta que o que mais gosto de ler são policiais, fantasia e terror.
Espero que tenham gostado e que vos tenha ajudado a aumentar a vossa lista de desejos. Vemo-nos por aí!

Beijos

5 de outubro de 2019

Levaram Annie Thorne de C. J. Tudor

Olá, olá, bem vindos a mais um "Pensamentos que Geram Gatafunhos" (por momentos parecia que estava a anunciar um programa televisivo, mas não. Não tem nada a ver =D). 
Este mês trago-vos uma autora nova (neste blog) que se chama Caroline Jane Tudor, mais conhecida por C. J. Tudor. Já editou dois livros em Portugal, sendo o primeiro “O Homem de Giz” e o segundo “Levaram Annie Thorne”.
A autora demorou vários anos até conseguir ver um dos seus livros publicados, mas quando o conseguiu, garantiu o seu lugar nos Tops de vendas. Antes de ser escritora de profissão, Tudor teve uma vasta diversidade de trabalho, entre eles empregada de mesa, apresentadora de televisão e dogwalker.
Neste momento tem 47 anos e não fez qualquer curso sobre escrita criativa. Aliás, a autora desistiu da escola com 16 anos e decidiu fazer um estágio como jornalista logo de seguida.
Falando agora em relação a este livro. Foi editado em Portugal em fevereiro de 2019. 
A história está dividida em dois períodos temporais: 1992 e atualidade e personagem principal é Joe Thorne, irmão mais velho de Annie Thorne. Este viveu, enquanto criança numa aldeia chamada Arnhill, entretanto mudou-se e, na atualidade da história, decide voltar às origens. Ele é professor e, ao voltar para a aldeia que o viu crescer, vai dar aulas na escola em que estudou anos antes.
Existem vários motivos pelos quais ele voltou à aldeia, e cada um deles se adequa a um grupo específico de pessoas. No fundo o seu verdadeiro motivo é bastante pessoal: saber o que aconteceu à sua irmã. Isto vai trazer pessoas indesejáveis e lembranças horríveis.
Será que Joe será forte o suficiente para avançar contra tudo e todos e terminar a missão que o levou até ali!?
É uma boa pergunta, mas só vão descobrir se lerem este livro… pois eu não vos vou contar.
Entretanto, devo confessar que achei o livro um pouco confuso. Houve alturas em que não percebi o motivo de tanto pormenor e informação, pois não levavam a lado nenhum (naquele momento). Foi de um avanço lento e, por isso, não cheguei ao estado de “leitura compulsiva”.
No entanto, tenho também coisas positivas a apontar, como por exemplo: Portugal é referido no livro, apenas uma vez, mas gosto de saber que os maus da fita (considerados por mim, claro) têm uma casa de férias no nosso país. (Nunca visto =D)
E principalmente, eu ainda não disse, mas é de conhecimento público que este livro toca, e bem, no horror ou terror (como queiram chamar) e há uma descrição que me tocou profundamente. Ela envolve insetos, (coisinhas que eu adoro… bem longe de mim e do meu pensamento) insetos esses que vêm em quantidades exorbitantes e que só de pensar nesses excertos de texto ainda tenho arrepios e comichões. Resumindo, posso dizer-vos que é um livro bom, cheio de reviravoltas e surpresas até ao fim, mas que o seu problema é estarem todas concentradas mesmo no fim do livro, o que faz com que leitores mais impacientes não o achem tão agradável e que talvez não o terminem de ler.
Posto tudo isto, espero que me deixem as vossas opiniões.
Beijos 

9 de setembro de 2019

Foi Sem Quer Que Te Quis de Raul Minh’Alma



Boas, este mês trago-vos uma estreia em vários sentidos: é o primeiro autor português que vou comentar, é o primeiro romance não tórrido e, para além disto, uma história de verdadeiro amor, que não nos ensina apenas a amar, mas a respeitar e a aceitarmos a nossa própria mudança. Um livro que nos faz pensar mais profundamente nas coisas e que nos traz uma moral, não apenas da história, mas principalmente da vida real.
Foi um livro que me tocou muito. Principalmente porque não estava à espera do desfecho que teve. Acho apenas genial e queria desde já dar os meus parabéns ao autor (talvez um dia ele venha a ler esta critica).
Não vou desenvolver muito o meu resumo, vou apenas publicitar a sinopse. Acho que é um livro que merece mesmo a pena ler.
Uma das personagens principal chama-se Beatriz e ela é terapeuta ocupacional num lar de terceira idade. De entre muitos velhotes (não se sintam ofendidos com a terminologia, pois é a que uso com todos aqueles que me são queridos e que a juventude apenas os acompanha no espírito e no coração) com os quais ela trabalha, há um que se destaca: Nicolau. Ele não é apenas utente de Beatriz, é também seu conselheiro, amigo e um bom ouvinte. Um dia ele vê-se quase forçado a sair do lar e voltar para casa da filha e do neto. Antes de isso acontecer, Nicolau decide negociar com o neto, Leonardo. Ele afirma que volta para casa se Beatriz continuar a ser sua terapeuta.
Até aqui tudo parece bastante banal, falta dizer, em linguagem muito curta e grossa, que Leonardo é uma besta. Um jovem que é rotulado por toda a gente como arrogante, malcriado e sem coração. Mas Nicolau discorda e tem um plano. Mais tarde acaba por explicar a Beatriz que tem uma proposta para ela.
Ela anseia por uma coisa: a receita para ser feliz no amor. A única pessoa que ela conhece e que poderá algum dia dar-lha é Nicolau. Então o negócio fica em cima da mesa: Beatriz vai ter de ajudar Leonardo a libertar-se da muralha que construiu à sua volta que o impede de ser feliz, deixando de lado a sua posição fria e negativa e em contrapartida Nicolau presenteia-a com a dita receita.
Mais do que isto? Não, não vos vou adiantar. Aquilo que vos digo é que a partir daqui estão por vossa conta, mas que coisas inesperadas e muito bonitas vão acontecer, ai isso vão!

Boas Leituras