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10 de maio de 2025

Opinião Literária: A Livraria dos Gatos Pretos, de Piergiorgio Pulixi

 

Boas Maltinha, hoje venho com "ALTA LIVRO"!

Espero que estejam bem, como sempre, e que as vossas leituras tenham sido tão boas quanto as minhas.


Começo por dizer que este ano pus um objetivo diferente e que acho nunca ter posto anteriormente: comprar apenas 10 livros este ano. WHAT?? 

Passo a explicar: não me falta vontade, simplesmente considero que tenho demasiados livros em lista de espera e achei por bem reduzir a lista. 

No início do ano fiz 6 rifas com nomes de Livros que queria mesmo ler este ano - 3 internacionais e 3 nacionais - e já vou na segunda rifa (na primeira saiu o "Apontar é Feio, da Joana Marques; Podem ver a opinião literária aqui no blog).

E não é que ter saído este livro na rifa foi fenomenal?? É eu pude acrescentar mais uma leitura estrondosa aos meus favoritos de sempre.


Como dizem, o assassino está sempre entre nós e é apresentado logo no início. Este livro é excecional, mas não é excepção neste contexto. Vamos lá... 

Qual o motivo que te levaria a matar? Será assim uma pergunta tão descabida? Despois de ler este livro percebemos que não.


Tens de Escolher! Num minuto!

Quem morre e quem vive.

Aponta para quem queres que morra.

Se não escolheres, morrem os dois.


O tempo está a acabar.

Já escolheste?


Dos crimes mais tortuosos que já li e talvez dos mais legitimos também.

Que Final!


Esta é uma leitura envolvente e compulsiva, quer pela história, quer pela divisão do texto em pequenos capítulos. "Só mais um" transforma-se facilmente em mais dez e sem qualquer dificuldade (tirando acordar no dia seguinte) terminamos o livro e ficamos chocados.

30 de março de 2025

Opinião Literária: A Troca, de Beth O'Leary

 
Olá Maltinha, espero que se encontrem bem e "bem mergulhados" em leituras que vos deixem extasiados!


Hoje trago-vos um romance que, além de ser o tipo de leitura da qual estava a precisar, foi o que escolhi como primeira leitura através do novo serviço de empréstimo de livros, em suporte digital, das Bibliotecas Municipais - a BiblioLed.

Como todos nós sabemos, há leituras e leituras e, por vezes, nós precisamos de um certo tipo de leitura. Era o caso. Precisava de algo mais fácil de ler e de entrar na história, que não puxasse muito pela massa cinzenta e lá fui eu, numa nova aventura com a autora Beth O'Leary. Da sua bibliografia, já tinha lido o "Apartamento Partilha-se" e adorei, colocando em lista mental de futuras leituras as outras obras desta autora. Foi agora.


Esta é uma história bonita, bem estruturada e com humor à mistura. Fiquei comovida com ela e, de certa forma, fiquei marcada por ela. Apesar de ser um livro que eu considero de leitura leve, ele tem como mote o luto e esse não é, de todo, um assunto leve. No meu caso, é o assunto mais sensível que pode ser abordado, inclusivamente na literatura.


Quem nunca imaginou a sua vida de outra forma?

E se eu tivesse tomado decisões diferentes?


Neste livro, as protagonistas trocam de vida uma com a outra e, com isso, conseguem explorar e encontrar pedaços de si mesmas que estavam desaparecidos há muito tempo.

Três personagens perderam alguém muito especial e próximo, Carla, que morreu de cancro. Cada uma delas perdeu uma neta, uma filha e uma irmã, e, à sua maneira, não conseguiram aceitar essa morte. É aqui que a mudança e a procura interior se tornaram imprescindíveis, pois só assim elas poderiam prosseguir com as suas vidas.

Esta é uma história de amor, empatia e superação.

E Nunca há histórias a mais sobre estas temáticas.



P.S. Sinto-me grata por existirem mais livros desta autora para devorar ;D

28 de fevereiro de 2025

Opimião Literária: Apontar é Feio, de Joana Marques

 Olá Maltinha, como sempre, espero que estejam bem!

Para hoje, trago-vos um livro de crónicas humuristicas que, em preimeira instancia, declaro ser uma "cópia" dos livros de Ricardo Araújo Pereira. E não digo isto como uma crítica, quando o professor é bom e o aluno está disponível para aprender, digamos que é mais fácil chegar ao produto pretendido. Também há outra coisa em comum, ambos utilizam crónicas já escritas e publicadas em diversos canais e formatos  para que, todas juntas formem um livro.

Com isto em mente, devo dizer ainda que eles têm também diferenças, enquanto o Ricardo se debruça mais sobre política e evita a quase todo o custo o futebol, Joana Marques escarafuncha o pleno dia a dia e discute futebol sem pudor.

O que é que eu achei do livro: estas compilações são sempre uma boa forma de colecionar o trabalho de quem as escreve, sem nos tornarmos acumuladores compulsivos de jornais, revistas e afins. No entanto aquilo que me pesa mais na opinião é o sentido de oportunidade, que neste caso já passou.

Acredito que, quando publicadas, em cima do acontecimento referido, farão muito mais sentido e furor. Aqui, passados tempos e, neste caso, tendo muitas delas que ver com a Covid-19, o tempo já lá vai e tudo o que foram decisões inerentes à mesma também já estão gastas.

Um livro de leitura única, para o qual não encontrei um sentido, sequer cronológico entre entradas e que agora fica parado numa estante.

Mas uma coisa é quase certa, as crónicas onde são mencionadas as lojas de cidadão devem ter sido escritas no mesmo momento que o Ricardo Araújo Pereira as mencionou no Isto é Gozar com quem trabalha e que corresponde ao exato momento em que usufruiu dos seus serviços.

20 de fevereiro de 2025

Opinião Literária: Segredos Obscuros, de Michael Hjorth e Hans Rosenfeldt

 

Olá Maltinha, espero que estejam bem e bem preparados para o ano de 2025, segundo sei, veio com força e para ficar durante 12 meses.

O livro de hoje marca o início de uma série, do psicoterapeuta Sebastian Bergman e que eu adoro com todas as minhas forças. Apesar de nunca o ter trazido as estas linhas (sim, fui confirmar umas quantas vezes) eu já li esta série INTEIRA! Excluindo o 8º volume, que saiu em Portugal, em novembro de 2024. Talvez se perguntem "se gostas assim tanto porque não o leste entretanto?" Vou responder-vos, explicando-vos que quando peguei nele, um dilema apoderou-se de mim: devo ler já o oitavo volume, mesmo tendo a certeza de não recordar metade da história, ou devo voltar ao início da saga e desfrutar dela do principio ao fim? No fundo: aspiro ou degusto? A degustação venceu e assim comecei novamente a história do meu querido e estouvado Sebastian. E a sério, não me julguem pela falta de memória, ela ocorre-me em vários campos da vida e, em minha defesa, o primeiro livro, este mesmo que vos falo hoje, já remonta a minha leitura a 2020.

Começo por dizer-vos que um protagonista como o Sebastian Bergman nunca desilude, até porque aprendemos desde cedo a não esperar nada de bom dele. Tudo o que ele faz tem um propósito egoísta e, apesar de ser muito bom, tenta sempre marcar pontos pela negativa. Fascinam-me protagonistas assim, imperfeitos e com um quê de insuportáveis. 

Adiante! 

Fala a voz de quem leu "um pouco" mais à frente, quando vos diz que numa equipa de Investigadores de topo, com os quais Sebastian acaba por trabalhar, não há nenhum que escape a esta ideologia de perfeita imperfeição e de tão descarados defeitos. É como se para a contratação fosse exigida, no mínimo, a posse de um pecado mortal na sua personalidade.

Além da história, há outra coisa que me fascina, a forma como o livro está organizado - capítulos curtos, evolução da história alternada e, ainda, o conflito dos personagens principais misturado no meio de tudo o resto. Ou seja, os conflitos e evolução dos policias, que serão sempre os mesmos, não estão reservados para o início ou para o fim do livro, a investigação não os põe em stand by, em alguns casos, são eles que alteram o rumo e os tempos da investigação em prol dos seus demónios.

Com isto dito, só me resta continuar esta interessante viagem até ao segundo volume: O Discípulo.


4 de fevereiro de 2024

Opinião Literária - Heartstopper, de Alice Oseman



Boas Maltinha,


Espero que estejam bem!


Hoje venho falar sobre a série Heartstopper, que já li até ao volume 5.
É uma história encantadora sobre vários jovens dos dias de hoje que tentam compreender e viver com a sua identidade de género e orientação sexual, que na sua maioria desafia o que até hoje era considerado normal.

A história tem como protagonistas o Charlie e o Nick, mas todas as outras personagens estão lá por um motivo e para nos mostrarem de forma bastante prática todas as opções que existem. 


É ainda muito difícil viver com as escolhas feitas quando as mesmas não condizem com as maiorias. É também difícil chegar às conclusões daquilo que queremos quando a informação não é disponibilizada e quando todos à nossa volta bloqueiam qualquer conversa, terminando-a com um "não digas baboseiras" ou algo similar.

Estes livros conseguem mostrar e explicar toda uma panóplia de sentimentos, emoções e escolhas que cada um de nós pode viver. É uma coleção transversal, que transmite conhecimento e que pode expandir mentalidades.

E vocês, o que têm a dizer desta coleção?

21 de janeiro de 2024

Opinião Literária - Pão de Açucar, de Afonso Reis Cabral

 

2024 começou com um livro de um autor de Língua Portuguesa, Afonso Reis Cabral.

Começou também com uma história verídica, coisa que é raro eu ler. Desde o momento que uma história é baseada em factos verídicos eu já não a consigo apreciar da mesma forma. São vários os motivos, mas o principal é que eu visualizo tudo o que estou a ler como se estivesse a acontecer em tempo real à minha frente e as emoções começam a sufocar-me. 

Este livro traz de volta um acontecimento de 2006, que ocorreu na cidade Invicta e que chocou a maioria das pessoas. Nessa altura eu era "apenas" uma adolescente de 14 anos e não tinha qualquer interesse em notícias, nem sequer as via. Hoje, depois de ler este livro e de calcular a idade que tinha, chego à conclusão que tenho a mesma faixa etária e que não podia estar em tão distante realidade.

É uma história contada na voz de uma criança de 12 anos e esta criança tem um papel intenso e desorganizado, provavelmente desenvolvido pela ausência dos pais, tendo sido deixada numa instituição chamada Oficina, onde a criação ou educação são menosprezados e insuficientes. 

Considero que o desfecho desta história se deve à falta desse acompanhamento e consequente ausência de amor paternal e uma decisão estúpida de um miúdo que queria mostrar-se como alguém forte e superior.

Também a vida da Gi foi retratada e dá para entender que foi uma vida sofrida, sem quaisquer facilidades. Jamais eu conseguiria encontrar felicidade naquilo que ela considerou vida.

Ambas as personagens sentiam falta de atenção, eram submissos e tinham uma necessidade de afirmação.


Gostar deste livro não me soa bem. Não gosto da história pelo que ela retrata, não há como gostar, choca-me ainda mais que seja escrito pela "mão da criança" e isso é demonstrado na qualidade da escrita, que torna visível a criança por detrás das páginas.

Mas não posso deixar de o considerar um bom livro. É visual, sem ultrapassar todas as sensibilidades. Diz muito sem ter tudo detalhado.


É doloroso.

É real e, ao mesmo tempo, assustador.


Mais alguém que tenha lido este livro? Deixem nos comentários a vossa opinião.

14 de janeiro de 2024

Opinião Literária - A Louca da Casa, de Rosa Montero



Olá Maltinha, espero que estejam bem e que 2024 vos tenha proporcionado uns bons primeiros dias e que se prolonguem até 31 de dezembro...

Hoje trago-vos o último livro que li no ano passado e foi uma das melhores maneiras de acabar em grande, com mais um livro no coração.

Sabem há quanto tempo eu tinha este livro na minha estante? Desde agosto de 2021 e já o tinha destinado inconscientemente aos livros que provavelmente nunca iria ler.


Quase perdia um dos "aquele livro". 


Desde que comecei a escrever que tenho aumentado o meu conhecimento sobre esta arte maravilhosa e tenho-me deparado com histórias fenomenais sobre outros escritores.

E este livro enquadra-se nesta faceta, ele é sobre escrita e sobre o oficio da escrita contado na primeira pessoa, o que acaba por fazer dele também uma autobiografia.

Tanta coisa inexplicavelmente em comum que partilho com a Rosa e não fazia ideia. Realmente existe uma louca na casa e essa louca, não só dá cabo da minha cabeça, como também da cabeça da Rosa.

Este livro não deixa de ser o que é: um excelente livro, mas, ao mesmo tempo, sinto que foi uma conversa, onde a autora me confidenciou tanto sobre si como numa conversa entre velhas amigas que partilham os mesmos gostos.

Acabo a dizer que adorei esta conversa e que espero continuá-la em breve.


Até breve e boas leituras!

1 de julho de 2022

Opinião: Segredos do Ar, de M. G. Ferrey

 

Olá Maltinha, como têm estado?


Eu tenho andado de volta do mundo de Aquorea, nota-se muito?


Mais uma surpresa da autora M. G. Ferrey para nós, um conto sobre o querido Anadir.

Não há muito a dizer, apenas porque o conto também é curtinho e sabe  pouco... 

Eu sei, eu sei, há que haver paciência, como o ditado diz "Roma e Pavia não se fizeram num dia", mas eu estou a adorar este mundo e quero sempre mais. 


Quem mais está tão empenhado em explorar Aqurea como eu?


Quem mais tem a esperança de mergulhar nas águas de Portugal e quando der por si estar neste incrível mundo alternativo?


Beijos


28 de maio de 2022

Opinião: The Shining, de Stephen King


Boas Maltinha,


Começo por dizer que este livro é potente.


Já não consigo olhar para sebes da mesma forma. Já não consigo ver aquele arbusto verdinho com formato de qualquer coisa sem pensar "será que também se vai mexer"?


Stephen King é um grande escritor, tanto em qualidade como em quantidade. Tem um número elevado de livros publicados, mas este é apenas o segundo que leio dele.
 




Esta história (de terror) acompanha uma família em mudança. Mudança de trabalho do pai que faz com que todos se vão hospedar num hotel, durante o inverno e que, após a queda das primeiras neves, ficam isolados naquela montanha.
Tudo indica que vai correr mal, ainda assim a família, precisando de dinheiro, arrisca. 


É uma leitura que só deve ser feira à noite pelos mais corajosos. Para mim, que sou muito mariquinhas com estas coisas, houve noites que senti medo, então a maior parte da leitura foi feita com a luz do dia.


O único ponto negativo que tenho a apontar é que o livro é muito grande. São 600 páginas (livro de bolso) carregadas de informação, algumas vezes repetida. Acredito que o autor nos queira mostrar o quão assustador é, o quanto as personagens adultas lutam para não acreditar em coisas que "não existem" e que queira apanhar-nos desprevenidos num novo assalto. Funciona perfeitamente, o problema reside nas outras vezes todas em que nada acontece.


De todas as formas, gostei muito do livro e só o avaliei em 4 ⭐ estrelas devido ao seu tamanho.

E vocês, o que recomendam deste autor para futura leitura?