15 de julho de 2025
Opinião Literária - A Mata que Mata, de Lourenço Seruya
10 de maio de 2025
Opinião Literária: A Livraria dos Gatos Pretos, de Piergiorgio Pulixi
Espero que estejam bem, como sempre, e que as vossas leituras tenham sido tão boas quanto as minhas.
Começo por dizer que este ano pus um objetivo diferente e que acho nunca ter posto anteriormente: comprar apenas 10 livros este ano. WHAT??
Passo a explicar: não me falta vontade, simplesmente considero que tenho demasiados livros em lista de espera e achei por bem reduzir a lista.
No início do ano fiz 6 rifas com nomes de Livros que queria mesmo ler este ano - 3 internacionais e 3 nacionais - e já vou na segunda rifa (na primeira saiu o "Apontar é Feio, da Joana Marques; Podem ver a opinião literária aqui no blog).
E não é que ter saído este livro na rifa foi fenomenal?? É eu pude acrescentar mais uma leitura estrondosa aos meus favoritos de sempre.
Como dizem, o assassino está sempre entre nós e é apresentado logo no início. Este livro é excecional, mas não é excepção neste contexto. Vamos lá...
Qual o motivo que te levaria a matar? Será assim uma pergunta tão descabida? Despois de ler este livro percebemos que não.
Tens de Escolher! Num minuto!
Quem morre e quem vive.
Aponta para quem queres que morra.
Se não escolheres, morrem os dois.
O tempo está a acabar.
Já escolheste?
Dos crimes mais tortuosos que já li e talvez dos mais legitimos também.
Que Final!
Esta é uma leitura envolvente e compulsiva, quer pela história, quer pela divisão do texto em pequenos capítulos. "Só mais um" transforma-se facilmente em mais dez e sem qualquer dificuldade (tirando acordar no dia seguinte) terminamos o livro e ficamos chocados.
30 de março de 2025
Opinião Literária: A Troca, de Beth O'Leary
28 de fevereiro de 2025
Opimião Literária: Apontar é Feio, de Joana Marques
Olá Maltinha, como sempre, espero que estejam bem!
Para hoje, trago-vos um livro de crónicas humuristicas que, em preimeira instancia, declaro ser uma "cópia" dos livros de Ricardo Araújo Pereira. E não digo isto como uma crítica, quando o professor é bom e o aluno está disponível para aprender, digamos que é mais fácil chegar ao produto pretendido. Também há outra coisa em comum, ambos utilizam crónicas já escritas e publicadas em diversos canais e formatos para que, todas juntas formem um livro.
Com isto em mente, devo dizer ainda que eles têm também diferenças, enquanto o Ricardo se debruça mais sobre política e evita a quase todo o custo o futebol, Joana Marques escarafuncha o pleno dia a dia e discute futebol sem pudor.
O que é que eu achei do livro: estas compilações são sempre uma boa forma de colecionar o trabalho de quem as escreve, sem nos tornarmos acumuladores compulsivos de jornais, revistas e afins. No entanto aquilo que me pesa mais na opinião é o sentido de oportunidade, que neste caso já passou.
Acredito que, quando publicadas, em cima do acontecimento referido, farão muito mais sentido e furor. Aqui, passados tempos e, neste caso, tendo muitas delas que ver com a Covid-19, o tempo já lá vai e tudo o que foram decisões inerentes à mesma também já estão gastas.
Um livro de leitura única, para o qual não encontrei um sentido, sequer cronológico entre entradas e que agora fica parado numa estante.
Mas uma coisa é quase certa, as crónicas onde são mencionadas as lojas de cidadão devem ter sido escritas no mesmo momento que o Ricardo Araújo Pereira as mencionou no Isto é Gozar com quem trabalha e que corresponde ao exato momento em que usufruiu dos seus serviços.
20 de fevereiro de 2025
Opinião Literária: Segredos Obscuros, de Michael Hjorth e Hans Rosenfeldt
Olá Maltinha, espero que estejam bem e bem preparados para o ano de 2025, segundo sei, veio com força e para ficar durante 12 meses.
O livro de hoje marca o início de uma série, do psicoterapeuta Sebastian Bergman e que eu adoro com todas as minhas forças. Apesar de nunca o ter trazido as estas linhas (sim, fui confirmar umas quantas vezes) eu já li esta série INTEIRA! Excluindo o 8º volume, que saiu em Portugal, em novembro de 2024. Talvez se perguntem "se gostas assim tanto porque não o leste entretanto?" Vou responder-vos, explicando-vos que quando peguei nele, um dilema apoderou-se de mim: devo ler já o oitavo volume, mesmo tendo a certeza de não recordar metade da história, ou devo voltar ao início da saga e desfrutar dela do principio ao fim? No fundo: aspiro ou degusto? A degustação venceu e assim comecei novamente a história do meu querido e estouvado Sebastian. E a sério, não me julguem pela falta de memória, ela ocorre-me em vários campos da vida e, em minha defesa, o primeiro livro, este mesmo que vos falo hoje, já remonta a minha leitura a 2020.
Começo por dizer-vos que um protagonista como o Sebastian Bergman nunca desilude, até porque aprendemos desde cedo a não esperar nada de bom dele. Tudo o que ele faz tem um propósito egoísta e, apesar de ser muito bom, tenta sempre marcar pontos pela negativa. Fascinam-me protagonistas assim, imperfeitos e com um quê de insuportáveis.
Adiante!
Fala a voz de quem leu "um pouco" mais à frente, quando vos diz que numa equipa de Investigadores de topo, com os quais Sebastian acaba por trabalhar, não há nenhum que escape a esta ideologia de perfeita imperfeição e de tão descarados defeitos. É como se para a contratação fosse exigida, no mínimo, a posse de um pecado mortal na sua personalidade.
Além da história, há outra coisa que me fascina, a forma como o livro está organizado - capítulos curtos, evolução da história alternada e, ainda, o conflito dos personagens principais misturado no meio de tudo o resto. Ou seja, os conflitos e evolução dos policias, que serão sempre os mesmos, não estão reservados para o início ou para o fim do livro, a investigação não os põe em stand by, em alguns casos, são eles que alteram o rumo e os tempos da investigação em prol dos seus demónios.
Com isto dito, só me resta continuar esta interessante viagem até ao segundo volume: O Discípulo.
8 de fevereiro de 2024
Opinião Literária - E se eu morrer amanhã?, de Filipa Fonseca Silva
Olá Maltinha,
4 de fevereiro de 2024
Opinião Literária - Heartstopper, de Alice Oseman
Espero que estejam bem!
A história tem como protagonistas o Charlie e o Nick, mas todas as outras personagens estão lá por um motivo e para nos mostrarem de forma bastante prática todas as opções que existem.
É ainda muito difícil viver com as escolhas feitas quando as mesmas não condizem com as maiorias. É também difícil chegar às conclusões daquilo que queremos quando a informação não é disponibilizada e quando todos à nossa volta bloqueiam qualquer conversa, terminando-a com um "não digas baboseiras" ou algo similar.
Estes livros conseguem mostrar e explicar toda uma panóplia de sentimentos, emoções e escolhas que cada um de nós pode viver. É uma coleção transversal, que transmite conhecimento e que pode expandir mentalidades.
E vocês, o que têm a dizer desta coleção?
21 de janeiro de 2024
Opinião Literária - Pão de Açucar, de Afonso Reis Cabral
Começou também com uma história verídica, coisa que é raro eu ler. Desde o momento que uma história é baseada em factos verídicos eu já não a consigo apreciar da mesma forma. São vários os motivos, mas o principal é que eu visualizo tudo o que estou a ler como se estivesse a acontecer em tempo real à minha frente e as emoções começam a sufocar-me.
Este livro traz de volta um acontecimento de 2006, que ocorreu na cidade Invicta e que chocou a maioria das pessoas. Nessa altura eu era "apenas" uma adolescente de 14 anos e não tinha qualquer interesse em notícias, nem sequer as via. Hoje, depois de ler este livro e de calcular a idade que tinha, chego à conclusão que tenho a mesma faixa etária e que não podia estar em tão distante realidade.
É uma história contada na voz de uma criança de 12 anos e esta criança tem um papel intenso e desorganizado, provavelmente desenvolvido pela ausência dos pais, tendo sido deixada numa instituição chamada Oficina, onde a criação ou educação são menosprezados e insuficientes.
Considero que o desfecho desta história se deve à falta desse acompanhamento e consequente ausência de amor paternal e uma decisão estúpida de um miúdo que queria mostrar-se como alguém forte e superior.
Também a vida da Gi foi retratada e dá para entender que foi uma vida sofrida, sem quaisquer facilidades. Jamais eu conseguiria encontrar felicidade naquilo que ela considerou vida.
Ambas as personagens sentiam falta de atenção, eram submissos e tinham uma necessidade de afirmação.
Gostar deste livro não me soa bem. Não gosto da história pelo que ela retrata, não há como gostar, choca-me ainda mais que seja escrito pela "mão da criança" e isso é demonstrado na qualidade da escrita, que torna visível a criança por detrás das páginas.
Mas não posso deixar de o considerar um bom livro. É visual, sem ultrapassar todas as sensibilidades. Diz muito sem ter tudo detalhado.
É doloroso.
É real e, ao mesmo tempo, assustador.
Mais alguém que tenha lido este livro? Deixem nos comentários a vossa opinião.
14 de janeiro de 2024
Opinião Literária - A Louca da Casa, de Rosa Montero
Hoje trago-vos o último livro que li no ano passado e foi uma das melhores maneiras de acabar em grande, com mais um livro no coração.
Sabem há quanto tempo eu tinha este livro na minha estante? Desde agosto de 2021 e já o tinha destinado inconscientemente aos livros que provavelmente nunca iria ler.
Quase perdia um dos "aquele livro".
Desde que comecei a escrever que tenho aumentado o meu conhecimento sobre esta arte maravilhosa e tenho-me deparado com histórias fenomenais sobre outros escritores.
E este livro enquadra-se nesta faceta, ele é sobre escrita e sobre o oficio da escrita contado na primeira pessoa, o que acaba por fazer dele também uma autobiografia.
Tanta coisa inexplicavelmente em comum que partilho com a Rosa e não fazia ideia. Realmente existe uma louca na casa e essa louca, não só dá cabo da minha cabeça, como também da cabeça da Rosa.
Este livro não deixa de ser o que é: um excelente livro, mas, ao mesmo tempo, sinto que foi uma conversa, onde a autora me confidenciou tanto sobre si como numa conversa entre velhas amigas que partilham os mesmos gostos.
Acabo a dizer que adorei esta conversa e que espero continuá-la em breve.
Até breve e boas leituras!
2 de setembro de 2023
Opinião Literária - Novas Crónica da Boca do Inferno, de Ricardo Araújo Pereira
Desta vez trago-vos aquilo a que chamo uma "Leitura a Caracol", uma leitura que me acompanha, pelo menos, durante um ano. Não porque não goste dela, mas porque gosto de a fazer render.
Os livros do Ricardo são ótimos para esta brincadeira, as suas Crónicas são agradáveis facadas na nossa vida que nos relembram o quão miseráveis somos, tanto para o nosso País como para o Mundo em geral.
O escrutínio pela morte tem destas coisas, dá-nos a certeza de que não somos ninguém e que, quando morrermos, o mundo vai continuar a existir. Sem qualquer problema, remorso ou saudade.
Este livro mostra-nos que, apesar do tempo que passou, ainda não aprendemos, voltámos a repetir os mesmos erros. As únicas coisas que mudaram foram: o nome da Pandemia e o nome dos Intrujas.
Outra coisa que não mudou foi o fanatismo por remodelações em tempos difíceis, se na altura o Ricardo sentiu necessidade de escrever uma Crónica sobre os móveis IKEA, neste período de pandemia, abundámos em vídeos sobre como fazer o quê para melhorar a casa e mantermo-nos ocupados.
12 de agosto de 2022
Opinião: Origem, de Dan Brown
15 de julho de 2022
Opinião: O Clube do Crime das Quintas-Feiras, de Richard Osman
Enquanto pesquisava para vos escrever esta opinião encontrei algo muito engraçado: o Richard Osman e eu partilhamos algo... a data de nascimento, embora separados por 22 anos.
Para além de ser escritor, ele também é apresentador de televisão, comediante e produtor.
Este é o seu primeiro livro, um romance policial e é super engraçado.
Primeiro porque, mesmo não conhecendo as personagens, só pelos diálogos dá para entender quem são os seniores representados. O autor conseguiu escrever as falas deles como se fosse da mesma idade.
Depois porque as suas intervenções são muito cómicas e por vezes atrapalhadas.
São um grupo de quatro idosos que têm como passatempo resolver crimes antigos.
Quais as probabilidades de isto acontecer?
Só por aqui percebemos que não são muito tradicionais em pensamento.
Depois existem dois homicídios e lá estão eles para ajudar na investigação. Ou devo dizer para atrapalhar? Pois é, para descobrirem têm mesmo de o ler.
Para além de divertido, está cheio de mistério e reviravoltas. Não ficamos só com a necessidade de saber quem cometeu os crimes, mas também com outras questões relacionadas com as personagens principais.
Há qualquer coisa de especial com todos eles, mas com uma em particular. Mesmo depois de terminar a leitura fiquei sem conseguir responder a uma pergunta:
"Como é que ela conseguiu descobrir tudo aquilo?"
Também eu tenho de continuar a ler (segundo livro da série) para encontrar a resposta que procuro.
Uma leitura simples, cativante e
Beijos

