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15 de julho de 2025

Opinião Literária - A Mata que Mata, de Lourenço Seruya

 
Boas Maltinha,
Mais uma entrada, mais um livrinho!

Hoje trago um autor português e o inicio de uma série, a do Bruno Saraiva. 
Como muitas vezes me acontece, começo as séries pelo livro que me chama a atenção e só quando o estou a ler é que percebo que o mesmo está inserido numa história maior e com muito mais para descobrir do que "apenas" aquilo que me atraiu (sim, eu sou daquelas pessoas que pega num livro, o traz para casa e começa a ler sem ver se existe um background. O elemento surpresa sempre me cativou). Esta série, comecei-a pelo terceiro volume, "Crime na Quinta das Lágrimas", e ainda não o tinha terminado e já sabia que tinha de ler os anteriores e os possíveis vindouros. 

Nos dois volumes que li, os crimes ocorrem à "porta fechada", onde o assassino se encontra no seio do grupo. Está exatamente no mesmo local onde tudo acontece e tem livre acesso a tudo o que se passa. Se por um lado é genial, por outro é frustrante, deixando ainda mais presente a necessidade de não confiar em ninguém. 

Apesar do leitor saber onde o assassino está, passa tooooda uma leitura a perguntar-se porque raio ainda não descobriu quem é e, se eventualmente desconfiar de alguém, vai sempre achar que é demasiado óbvio e tenta "ver" melhor todas as hipóteses. Não sei se todos olhamos da mesma forma, mas este leitor sou eu. Aquele que desconfia de todos, que acha que sabe quem é, mas não acredita que seja e, no fim, talvez tenha adivinhado, mas nunca esteve seguro disso. 
Também este tipo de leitor, o que me corresponde e que fica efetivamente frustrado, tem sérias dificuldades em manter a tranquilidade durante a leitura. O estado de espírito é de pura ansiedade e, a cada mudança de rumo na história ou de alteração de suspeito, há uma fechadela brusca de livro e uma impropério gritante. Não me interpretem mal, apesar de tudo isto, a necessidade de voltar e de descobrir quem é o/a CANALHA demonstra o lado bom de uma narrativa como esta.

Algo interessante que este autor nos proporciona é o facto de:
- Todos os suspeitos terem um lado mau, seja em personalidade ou em ações de vida - nenhum é santo, nem o morto;
- Todos os Inspetores têm uma falha gigante de personalidade;

Porque é que isto é importante? Epah, porque assim conseguimos perder a cabeça com todos de igual modo, intensificando assim a leitura ao ponto de querer entrar na história e tentar agredir todas as personagens existentes.

Agora que vos falei sobre isto, vou fazer dois ou três exercícios de controlo da respiração para tentar tranquilizar o meu estado de espírito alterado...
Em breve, irei debruçar-me sobre o volume 2 - A Maldição - e preciso de ter o ritmo cardíaco controlado.



10 de maio de 2025

Opinião Literária: A Livraria dos Gatos Pretos, de Piergiorgio Pulixi

 

Boas Maltinha, hoje venho com "ALTA LIVRO"!

Espero que estejam bem, como sempre, e que as vossas leituras tenham sido tão boas quanto as minhas.


Começo por dizer que este ano pus um objetivo diferente e que acho nunca ter posto anteriormente: comprar apenas 10 livros este ano. WHAT?? 

Passo a explicar: não me falta vontade, simplesmente considero que tenho demasiados livros em lista de espera e achei por bem reduzir a lista. 

No início do ano fiz 6 rifas com nomes de Livros que queria mesmo ler este ano - 3 internacionais e 3 nacionais - e já vou na segunda rifa (na primeira saiu o "Apontar é Feio, da Joana Marques; Podem ver a opinião literária aqui no blog).

E não é que ter saído este livro na rifa foi fenomenal?? É eu pude acrescentar mais uma leitura estrondosa aos meus favoritos de sempre.


Como dizem, o assassino está sempre entre nós e é apresentado logo no início. Este livro é excecional, mas não é excepção neste contexto. Vamos lá... 

Qual o motivo que te levaria a matar? Será assim uma pergunta tão descabida? Despois de ler este livro percebemos que não.


Tens de Escolher! Num minuto!

Quem morre e quem vive.

Aponta para quem queres que morra.

Se não escolheres, morrem os dois.


O tempo está a acabar.

Já escolheste?


Dos crimes mais tortuosos que já li e talvez dos mais legitimos também.

Que Final!


Esta é uma leitura envolvente e compulsiva, quer pela história, quer pela divisão do texto em pequenos capítulos. "Só mais um" transforma-se facilmente em mais dez e sem qualquer dificuldade (tirando acordar no dia seguinte) terminamos o livro e ficamos chocados.

30 de março de 2025

Opinião Literária: A Troca, de Beth O'Leary

 
Olá Maltinha, espero que se encontrem bem e "bem mergulhados" em leituras que vos deixem extasiados!


Hoje trago-vos um romance que, além de ser o tipo de leitura da qual estava a precisar, foi o que escolhi como primeira leitura através do novo serviço de empréstimo de livros, em suporte digital, das Bibliotecas Municipais - a BiblioLed.

Como todos nós sabemos, há leituras e leituras e, por vezes, nós precisamos de um certo tipo de leitura. Era o caso. Precisava de algo mais fácil de ler e de entrar na história, que não puxasse muito pela massa cinzenta e lá fui eu, numa nova aventura com a autora Beth O'Leary. Da sua bibliografia, já tinha lido o "Apartamento Partilha-se" e adorei, colocando em lista mental de futuras leituras as outras obras desta autora. Foi agora.


Esta é uma história bonita, bem estruturada e com humor à mistura. Fiquei comovida com ela e, de certa forma, fiquei marcada por ela. Apesar de ser um livro que eu considero de leitura leve, ele tem como mote o luto e esse não é, de todo, um assunto leve. No meu caso, é o assunto mais sensível que pode ser abordado, inclusivamente na literatura.


Quem nunca imaginou a sua vida de outra forma?

E se eu tivesse tomado decisões diferentes?


Neste livro, as protagonistas trocam de vida uma com a outra e, com isso, conseguem explorar e encontrar pedaços de si mesmas que estavam desaparecidos há muito tempo.

Três personagens perderam alguém muito especial e próximo, Carla, que morreu de cancro. Cada uma delas perdeu uma neta, uma filha e uma irmã, e, à sua maneira, não conseguiram aceitar essa morte. É aqui que a mudança e a procura interior se tornaram imprescindíveis, pois só assim elas poderiam prosseguir com as suas vidas.

Esta é uma história de amor, empatia e superação.

E Nunca há histórias a mais sobre estas temáticas.



P.S. Sinto-me grata por existirem mais livros desta autora para devorar ;D

28 de fevereiro de 2025

Opimião Literária: Apontar é Feio, de Joana Marques

 Olá Maltinha, como sempre, espero que estejam bem!

Para hoje, trago-vos um livro de crónicas humuristicas que, em preimeira instancia, declaro ser uma "cópia" dos livros de Ricardo Araújo Pereira. E não digo isto como uma crítica, quando o professor é bom e o aluno está disponível para aprender, digamos que é mais fácil chegar ao produto pretendido. Também há outra coisa em comum, ambos utilizam crónicas já escritas e publicadas em diversos canais e formatos  para que, todas juntas formem um livro.

Com isto em mente, devo dizer ainda que eles têm também diferenças, enquanto o Ricardo se debruça mais sobre política e evita a quase todo o custo o futebol, Joana Marques escarafuncha o pleno dia a dia e discute futebol sem pudor.

O que é que eu achei do livro: estas compilações são sempre uma boa forma de colecionar o trabalho de quem as escreve, sem nos tornarmos acumuladores compulsivos de jornais, revistas e afins. No entanto aquilo que me pesa mais na opinião é o sentido de oportunidade, que neste caso já passou.

Acredito que, quando publicadas, em cima do acontecimento referido, farão muito mais sentido e furor. Aqui, passados tempos e, neste caso, tendo muitas delas que ver com a Covid-19, o tempo já lá vai e tudo o que foram decisões inerentes à mesma também já estão gastas.

Um livro de leitura única, para o qual não encontrei um sentido, sequer cronológico entre entradas e que agora fica parado numa estante.

Mas uma coisa é quase certa, as crónicas onde são mencionadas as lojas de cidadão devem ter sido escritas no mesmo momento que o Ricardo Araújo Pereira as mencionou no Isto é Gozar com quem trabalha e que corresponde ao exato momento em que usufruiu dos seus serviços.

20 de fevereiro de 2025

Opinião Literária: Segredos Obscuros, de Michael Hjorth e Hans Rosenfeldt

 

Olá Maltinha, espero que estejam bem e bem preparados para o ano de 2025, segundo sei, veio com força e para ficar durante 12 meses.

O livro de hoje marca o início de uma série, do psicoterapeuta Sebastian Bergman e que eu adoro com todas as minhas forças. Apesar de nunca o ter trazido as estas linhas (sim, fui confirmar umas quantas vezes) eu já li esta série INTEIRA! Excluindo o 8º volume, que saiu em Portugal, em novembro de 2024. Talvez se perguntem "se gostas assim tanto porque não o leste entretanto?" Vou responder-vos, explicando-vos que quando peguei nele, um dilema apoderou-se de mim: devo ler já o oitavo volume, mesmo tendo a certeza de não recordar metade da história, ou devo voltar ao início da saga e desfrutar dela do principio ao fim? No fundo: aspiro ou degusto? A degustação venceu e assim comecei novamente a história do meu querido e estouvado Sebastian. E a sério, não me julguem pela falta de memória, ela ocorre-me em vários campos da vida e, em minha defesa, o primeiro livro, este mesmo que vos falo hoje, já remonta a minha leitura a 2020.

Começo por dizer-vos que um protagonista como o Sebastian Bergman nunca desilude, até porque aprendemos desde cedo a não esperar nada de bom dele. Tudo o que ele faz tem um propósito egoísta e, apesar de ser muito bom, tenta sempre marcar pontos pela negativa. Fascinam-me protagonistas assim, imperfeitos e com um quê de insuportáveis. 

Adiante! 

Fala a voz de quem leu "um pouco" mais à frente, quando vos diz que numa equipa de Investigadores de topo, com os quais Sebastian acaba por trabalhar, não há nenhum que escape a esta ideologia de perfeita imperfeição e de tão descarados defeitos. É como se para a contratação fosse exigida, no mínimo, a posse de um pecado mortal na sua personalidade.

Além da história, há outra coisa que me fascina, a forma como o livro está organizado - capítulos curtos, evolução da história alternada e, ainda, o conflito dos personagens principais misturado no meio de tudo o resto. Ou seja, os conflitos e evolução dos policias, que serão sempre os mesmos, não estão reservados para o início ou para o fim do livro, a investigação não os põe em stand by, em alguns casos, são eles que alteram o rumo e os tempos da investigação em prol dos seus demónios.

Com isto dito, só me resta continuar esta interessante viagem até ao segundo volume: O Discípulo.


8 de fevereiro de 2024

Opinião Literária - E se eu morrer amanhã?, de Filipa Fonseca Silva

 



Olá Maltinha,


Hoje podem parar o que estão a fazer para falarmos sobre este livro.


É o primeiro que leio desta autora e estou muito feliz por ter conhecido a sua escrita (em breve irei debruçar-me sobre "O Elevador").

Fartei-me de rir e de aprender com as aventuras da Helena, uma senhora fantástica que nasceu muito antes da época que devia ter vivido, mas ainda assim conseguiu viver antes de morrer.

Um livro que se lê muito bem, que nos elucida para coisas que nem nos passa pela cabeça, provavelmente porque vivemos na mesma bolha que os filhos da Helena (o que é assustador ao mesmo tempo).

Mas... que triste fim! Não vou dizer mais que isto, não vos quero dizer nada para não estragar a surpresa de lerem um livro fantástico, mas se eu já não gostava muito daquilo que provocou o fim da Helena agora ainda gosto menos.

Provavelmente quando vir um, vou lembrar-me da morte literária da minha querida Helena.

Quem mais gostaria de descobrir a história da Helena?

4 de fevereiro de 2024

Opinião Literária - Heartstopper, de Alice Oseman



Boas Maltinha,


Espero que estejam bem!


Hoje venho falar sobre a série Heartstopper, que já li até ao volume 5.
É uma história encantadora sobre vários jovens dos dias de hoje que tentam compreender e viver com a sua identidade de género e orientação sexual, que na sua maioria desafia o que até hoje era considerado normal.

A história tem como protagonistas o Charlie e o Nick, mas todas as outras personagens estão lá por um motivo e para nos mostrarem de forma bastante prática todas as opções que existem. 


É ainda muito difícil viver com as escolhas feitas quando as mesmas não condizem com as maiorias. É também difícil chegar às conclusões daquilo que queremos quando a informação não é disponibilizada e quando todos à nossa volta bloqueiam qualquer conversa, terminando-a com um "não digas baboseiras" ou algo similar.

Estes livros conseguem mostrar e explicar toda uma panóplia de sentimentos, emoções e escolhas que cada um de nós pode viver. É uma coleção transversal, que transmite conhecimento e que pode expandir mentalidades.

E vocês, o que têm a dizer desta coleção?

21 de janeiro de 2024

Opinião Literária - Pão de Açucar, de Afonso Reis Cabral

 

2024 começou com um livro de um autor de Língua Portuguesa, Afonso Reis Cabral.

Começou também com uma história verídica, coisa que é raro eu ler. Desde o momento que uma história é baseada em factos verídicos eu já não a consigo apreciar da mesma forma. São vários os motivos, mas o principal é que eu visualizo tudo o que estou a ler como se estivesse a acontecer em tempo real à minha frente e as emoções começam a sufocar-me. 

Este livro traz de volta um acontecimento de 2006, que ocorreu na cidade Invicta e que chocou a maioria das pessoas. Nessa altura eu era "apenas" uma adolescente de 14 anos e não tinha qualquer interesse em notícias, nem sequer as via. Hoje, depois de ler este livro e de calcular a idade que tinha, chego à conclusão que tenho a mesma faixa etária e que não podia estar em tão distante realidade.

É uma história contada na voz de uma criança de 12 anos e esta criança tem um papel intenso e desorganizado, provavelmente desenvolvido pela ausência dos pais, tendo sido deixada numa instituição chamada Oficina, onde a criação ou educação são menosprezados e insuficientes. 

Considero que o desfecho desta história se deve à falta desse acompanhamento e consequente ausência de amor paternal e uma decisão estúpida de um miúdo que queria mostrar-se como alguém forte e superior.

Também a vida da Gi foi retratada e dá para entender que foi uma vida sofrida, sem quaisquer facilidades. Jamais eu conseguiria encontrar felicidade naquilo que ela considerou vida.

Ambas as personagens sentiam falta de atenção, eram submissos e tinham uma necessidade de afirmação.


Gostar deste livro não me soa bem. Não gosto da história pelo que ela retrata, não há como gostar, choca-me ainda mais que seja escrito pela "mão da criança" e isso é demonstrado na qualidade da escrita, que torna visível a criança por detrás das páginas.

Mas não posso deixar de o considerar um bom livro. É visual, sem ultrapassar todas as sensibilidades. Diz muito sem ter tudo detalhado.


É doloroso.

É real e, ao mesmo tempo, assustador.


Mais alguém que tenha lido este livro? Deixem nos comentários a vossa opinião.

14 de janeiro de 2024

Opinião Literária - A Louca da Casa, de Rosa Montero



Olá Maltinha, espero que estejam bem e que 2024 vos tenha proporcionado uns bons primeiros dias e que se prolonguem até 31 de dezembro...

Hoje trago-vos o último livro que li no ano passado e foi uma das melhores maneiras de acabar em grande, com mais um livro no coração.

Sabem há quanto tempo eu tinha este livro na minha estante? Desde agosto de 2021 e já o tinha destinado inconscientemente aos livros que provavelmente nunca iria ler.


Quase perdia um dos "aquele livro". 


Desde que comecei a escrever que tenho aumentado o meu conhecimento sobre esta arte maravilhosa e tenho-me deparado com histórias fenomenais sobre outros escritores.

E este livro enquadra-se nesta faceta, ele é sobre escrita e sobre o oficio da escrita contado na primeira pessoa, o que acaba por fazer dele também uma autobiografia.

Tanta coisa inexplicavelmente em comum que partilho com a Rosa e não fazia ideia. Realmente existe uma louca na casa e essa louca, não só dá cabo da minha cabeça, como também da cabeça da Rosa.

Este livro não deixa de ser o que é: um excelente livro, mas, ao mesmo tempo, sinto que foi uma conversa, onde a autora me confidenciou tanto sobre si como numa conversa entre velhas amigas que partilham os mesmos gostos.

Acabo a dizer que adorei esta conversa e que espero continuá-la em breve.


Até breve e boas leituras!

2 de setembro de 2023

Opinião Literária - Novas Crónica da Boca do Inferno, de Ricardo Araújo Pereira

 

Olá, Maltinha, 

Espero que se encontrem bem e preparados para mais uma opinião =)

Desta vez trago-vos aquilo a que chamo uma "Leitura a Caracol", uma leitura que me acompanha, pelo menos, durante um ano. Não porque não goste dela, mas porque gosto de a fazer render. 

Os livros do Ricardo são ótimos para esta brincadeira, as suas Crónicas são agradáveis facadas na nossa vida que nos relembram o quão miseráveis somos, tanto para o nosso País como para o Mundo em geral. 

O escrutínio pela morte tem destas coisas, dá-nos a certeza de que não somos ninguém e que, quando morrermos, o mundo vai continuar a existir. Sem qualquer problema, remorso ou saudade.


Entre o dia em que nascemos e morremos resta-nos uma coisa: viver, ou no caso da grande classe trabalhadora daquela altura (2008) e desta altura (2023) sobreviver. 

Este livro mostra-nos que, apesar do tempo que passou, ainda não aprendemos, voltámos a repetir os mesmos erros. As únicas coisas que mudaram foram: o nome da Pandemia e o nome dos Intrujas.


Outra coisa que não mudou foi o fanatismo por remodelações em tempos difíceis, se na altura o Ricardo sentiu necessidade de escrever uma Crónica sobre os móveis IKEA, neste período de pandemia, abundámos em vídeos sobre como fazer o quê para melhorar a casa e mantermo-nos ocupados.



12 de agosto de 2022

Opinião: Origem, de Dan Brown


Boas Maltinha,

E como não podia faltar: a bela foto da leitura de Verão que viajou até à praia e que se encheu de areia, quer para a leitura, quer para tirar a foto da praxe.

Este é o segundo livro que leio deste autor (o primeiro foi A Conspiração) e não podia ter ficado mais frustrada, triste e revoltada com o final. Uma jogada de mestre que a mim quase me fez "jogar" o livro pelo ar.

Atenção, atenção… 
Não quero com isto dizer que foi mau ou horrível. O final foi horrivelmente bom e imprevisível, ou pelo menos foi assim para mim. Simplesmente não queria que "aquilo" acontecesse.


Até me podem perguntar "aquilo o quê?" que eu vou responder "nada de spoilers, para saber há que ler =P".

Aprendo sempre imenso com este autor, tem uma cultura geral - e para além de geral - de meter inveja.
Apesar de considerar os livros enormes e ter de me "mentalizar" que vou passar um mês a ler aquele livro, não deixa de ser o tamanho certo para toda a informação que contém.

Li várias críticas sobre a repetitividade quanto às aventuras do Professor Langdon, confesso que ainda não cheguei aí. Este não é o primeiro livro dessa série, mas deu perfeitamente para acompanhar a história.

Este livro deixou uma porta aberta, tal como A Conspiração o fez, para uma próxima leitura deste autor. 

Beijos

15 de julho de 2022

Opinião: O Clube do Crime das Quintas-Feiras, de Richard Osman

 
Boas maltinha,

Enquanto pesquisava para vos escrever esta opinião encontrei algo muito engraçado: o Richard Osman e eu partilhamos algo... a data de nascimento, embora separados por 22 anos.

Para além de ser escritor, ele também é apresentador de televisão, comediante e produtor.

Este é o seu primeiro livro, um romance policial e é super engraçado. 



Primeiro porque, mesmo não conhecendo as personagens, só pelos diálogos dá para entender quem são os seniores representados. O autor conseguiu escrever as falas deles como se fosse da mesma idade.

Depois porque as suas intervenções são muito cómicas e por vezes atrapalhadas.


São um grupo de quatro idosos que têm como passatempo resolver crimes antigos. 

Quais as probabilidades de isto acontecer?

Só por aqui percebemos que não são muito tradicionais em pensamento. 

Depois existem dois homicídios e lá estão eles para ajudar na investigação. Ou devo dizer para atrapalhar? Pois é, para descobrirem têm mesmo de o ler.

  

Para além de divertido, está cheio de mistério e reviravoltas. Não ficamos só com a necessidade de saber quem cometeu os crimes, mas também com outras questões relacionadas com as personagens principais.

Há qualquer coisa de especial com todos eles, mas com uma em particular. Mesmo depois de terminar a leitura fiquei sem conseguir responder a uma pergunta:

"Como é que ela conseguiu descobrir tudo aquilo?"


Também eu tenho de continuar a ler (segundo livro da série) para encontrar a resposta que procuro.


Uma leitura simples, cativante e 

Beijos